sexta-feira, 25 de julho de 2014

Tenho pensado muito nos andares de minha saudade. Não gosto do que tenho encontrado. Bem... há felicidade no resultado dela em mim. Como Caio Fernando Abreu em um de seus textos, quero continuar (re)lembrando o que já vivi pois não vejo as pessoas como descartáveis. Quero que tudo fique em mim com todo amor possível de ser ofertado.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sujeito e Agente

Sujeito ação
Sujeito coisa - Agente ação
Sujeitos e Agentes recíprocos
Sujeito(s) e Agente(s) reflexivos
Será possível Sujeitos e Agentes coisa?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Agreste dos sentidos


Aqui no Agreste dos sentidos
Em que a cartilha não ensina
A prática metamorfoseia-se sabedoria.
Carregaram água léguas
Entretanto persiste a sede
Poço significa esperança
Terra de caldeirões
Transita entre ‘Gurunga’ e ‘Caatinga’
Vive da força da areia que semeia cacto
Rezam por um poder que acreditam vir do povo...
Que povo?
O que é povo?
O desenvolvimento não mata a sede.
O poço vive
O sufixo 'idade' não caracteriza a identidade do Agreste
Antes significante sem narrativa
O símbolo não suporta significado
Que beleza é essa que a ‘seca sede’ revela-se samba de céu estrelado.


domingo, 20 de maio de 2012

sendo NADA, sou MUITA coisa
SENDO muita coisa, NÃO tenho tempo de SER nada
NADA fascina os olhos de quem se perde no tempo SENDO muita coisa
deixar de ser, FAZ parte de SER
Linha tênue, identidade, nos fascina e rasga
Antes rasgar o NADA encontrado... do que o MUITA coisa VAZIO.

sexta-feira, 18 de maio de 2012


    • As palavras no vento vão...
      E ficam!
      O vento não para e as palavras se transformam
      O tempo transforma a memória
      E a lembrança (se) dança no vento
      A memória presente são palavras
      As mesmas palavras que no vento se transformam no tempo...
      Tempo...L...Vento
      Palavra.
      .E...Memória

                     M
                     B
                     R
                     A
                     N
                     Ç
                     A

terça-feira, 10 de abril de 2012

16 de março de 2012

Ontem comecei a respirar essa frase com uma amiga do curso de fotografia e Taka Iúna, quando foi hoje inspirei com meu amigo Dominique Faislon, que traduziu o ar consumido nas seguintes frases: "Pés pro ar e ouvido na Terra!" e "Eu respiro as palavras e ouço o chão!". Assim... hoje me presentifico em imaginação... imaginação composta de vazio... vazio que pretendo inspirar.... ao mesmo tempo não quero minha imaginação cheia... quero que ela permaneça vazia... pra que eu possa contemplar mais inspirações... e continuar sendo agraciada com essa magia.


Da bruta flor
Me apaixonei por um Macunaíma. (O que não é difícil nesse Brasil.)
Afastei-o por sua falta de caráter. Esqueci que ele era cheio de caracter-ísticas como todos somos, pois somos seres sociais (coabitando em nós a individualidade de cada vivência social). 
Não percebi que presentificava-se nele a transparência da miscelânea que o compunha. Pois bem.... ao nega-lo neguei a mim mesma, me encobri com um pano preto que não ilumina e nem reflete.
Neguei o fato de que sou parte de um todo que me constrói e construo. Então neguei o meu imaginário, mas, como é impossível, não me desfiz dele. Agora observo meu reflexo, a falta de caráter. E vejo o problema de buscar um caráter (ou uma verdade) quando o meu ser sensível, que eu não controlo, informa ao meu ser pensante, que é independente apesar de sua dependência, que sou pluricultural. E ser pluricultural não é ser tudo não sendo nada, mas ser todo mesmo que ainda não me legitimem. 



Da bruta flor